CIBA - Cultivar a Inclusão no Baixo Alentejo
Designação do projeto | CIBA - Cultivar a Inclusão no Baixo Alentejo
Código da candidatura | Operação ALT2030-FSE+-02546300
Objetivo principal | O objetivo central do projeto é promover a inclusão social e a igualdade de oportunidades para grupos vulneráveis, através do desenvolvimento de atividades culturais e artísticas diversificadas. Estas ações visam fortalecer a participação ativa, valorizar as identidades culturais locais, fomentar a coesão social e combater o isolamento social, especialmente em um território marcado pelo envelhecimento populacional, isolamento geográfico e desigualdades socioeconómicas. O CIBA aposta na cultura como ferramenta de transformação social, promovendo a criatividade, o diálogo intergeracional e o empoderamento dos participantes, contribuindo para construir uma sociedade mais inclusiva, justa e sustentável no Baixo Alentejo.
Entidade Promotora | Promovido em copromoção pelos 13 municípios da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL): Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola, Moura, Ourique, Serpa e Vidigueira.
Entidade coordenadora | CIMBAL
Investimento total | 758.784,06€
Investimento total CMM | 69.749,87€
Financiamento CMM | 52.312,41€
Período | 24 meses
Início | 01/04/2026
OBJETIVO GERAL: Promover inclusão social e igualdade de oportunidades para grupos vulneráveis no Baixo Alentejo por meio de atividades culturais e artísticas.
Objetivos específicos:
- Promover bem-estar biopsicossocial e cultural.
- Fomentar participação ativa de grupos desfavorecidos em atividades culturais.
- Promover integração social, reduzindo preconceitos e estereótipos.
- Sensibilizar a comunidade local para inclusão social.
- Valorizar o património cultural regional.
- Combater isolamento social, especialmente de idosos e pessoas com deficiência.
- Promover igualdade de género e diversidade cultural.
- Incentivar envelhecimento ativo, intergeracionalidade, criatividade e expressão artística
ATIVIDADES
Atividades Comuns/Transversais
- Oficinas culturais e artísticas adaptadas a vários públicos vulneráveis (idosos, jovens, pessoas com deficiência, comunidade cigana, imigrantes).
- Encontros intergeracionais para apresentação de trabalhos artísticos e celebração da diversidade cultural.
- Ações de divulgação e sensibilização em meios digitais, redes sociais, espaços públicos e eventos regionais (ex: Ovibeja).
- Promoção das redes de museus, bibliotecas e outras estruturas culturais do Baixo Alentejo para integrar e fortalecer o património cultural local.
- Workshops, oficinas e eventos que permitem a expressão artística participativa, desenvolvimento de competências (hard e soft skills) e inclusão social.
As ações previstas para o concelho de Mértola são:
AÇÃO 1: OFICINA DE ARTES E OFÍCIOS
Espaço dedicado às artes, manualidades e bem-estar, que promove experiências criativas através de oficinas e workshops nas áreas da cerâmica, olaria, pintura, serigrafia, costura, cestaria, tecelagem, ourivesaria, modelação de roupa e upcycling, entre outras.
A iniciativa visa capacitar pessoas — em particular aquelas mais afastadas dos contextos artísticos — para a criação e fruição artística, estimulando uma atitude crítica e criativa. Pretende também valorizar artes e ofícios tradicionais, promovendo o diálogo com o design e a participação da comunidade.
As manualidades são igualmente trabalhadas como instrumento de envelhecimento ativo, estimulação cognitiva e motora, promovendo o encontro intergeracional e a literacia cultural. O programa inclui oficinas gratuitas dinamizadas por artesãos, artistas e designers, dirigidas sobretudo a público sénior e a pessoas com deficiência ou neurodivergentes, com pelo menos uma ação mensal para cada grupo.
AÇÃO 2: COMUNIDADES LEITORAS
Ações de mediação para a leitura dirigidas a público adulto e sénior das aldeias de Mértola exposto a contextos de solidão e isolamento social, promovendo a troca de experiências socializadoras em torno da palavra, da poesia popular, das leituras, da memória e dos saberes antigos. Coloca a leitura no quotidiano dos lugares e das pessoas. Pretende-se aumentar o acesso a experiências leitoras que deixem “lastro” no percurso leitor das comunidades. Esta ação integra o Plano Local de Leitura.
Inclui as seguintes iniciativas:
2.1 Pontos de leitura
Extensões da Biblioteca Municipal nas sedes de freguesia, criados para facilitar o acesso ao livro, em particular às pessoas em situação de maior isolamento social, dificuldade de mobilidade/acessibilidade e vulnerabilidade social. Sessões de dinamização e divulgação dos pontos de leitura.
2.2 Bendita a hora!
Sessões de narração e leitura em voz alta para grupos sénior a realizar nos Pontos de Leitura criados pela Biblioteca Municipal nas sedes de freguesia e nos Centros de Dia das IPSS locais. A dinamizar por mediadores de leitura em complemento com a equipa da Biblioteca Municipal. Em cada oficina os/as participantes são convidados(as) a trazer um livro ou um excerto para leitura que lhe seja significativo.
2.3 A minha vida dá um livro – Oficinas de Escrita Criativa para Seniores apoiadas em sessões de live scketching.
Oficinas coletivas de escrita criativa dirigidas à população sénior, assentes na partilha das histórias de vida dos participantes. Sessões apoiadas na dinâmica do live scketching (desenho ao vivo) que ajuda a ilustrar o relato e a redação da história. Acontecem nos pólos da universidade Sénior e tem por objetivos: Estimular o prazer da escrita; Revelar as capacidades interpretativas; Desenvolver a criatividade, valorizando tanto a produção individual, como a coletiva; Integrar outras áreas de expressão no processo de leitura e escrita; Promover a escuta e a compreensão do Outro; Estimular o funcionamento cognitivo e prevenir o processo de degeneração cerebral associado ao envelhecimento.
Este projeto contribui para os ODS’s/ Agenda 2030:
O projeto contribui principalmente para os ODS 4 (Educação de Qualidade), 3 (Saúde e Bem-Estar) e 10 (Redução das Desigualdades), promovendo aprendizagem ao longo da vida, inclusão cultural e envelhecimento ativo, e secundariamente para os ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) e 17 (Parcerias) através da valorização cultural e do trabalho em rede com entidades locais.



